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domingo, 16 de dezembro de 2012

continuar sonhando

tantos sonhos a realizar, tantos projetos inacabados, a dor que me faz andar a inconformação que faz progredir, aquilo que ainda não conquistei funcionando como mecanismo impulsor, a procura incessante do amor, busco no outro satisfação para meu próprio ser, e se tudo eu conseguisse realizar, o que restaria depois, oque me faria andar? perderia a nessecidade em amar......

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

meu púlpito


Caminhei em folhas mortas, caídas de tristes arvores, fecharam todas as portas, e La fora tão escuro, caminhei cheguei a um muro...um muro de insensatez , e lagrimas uma por vez caiam sem permissão , tentei rabiscar o amor em solo frio e distante, então  vi por um estante minha solidez abalada, minha alma abatida calada no espanto ao desamor, recitei poesia a  flor mas ela me ignorou, e tamanho o descaso ,o vento fingindo acaso me levou longe dali, me escondi me isolei, e novamente chorei, mas fiz desse lugar meu manto meu púlpito sagrado,santo ,meu espírito renasceu, e assim eu viverei todo o dia renascendo, desfibrilando o amor, que no mundo esta morrendo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

hoje eu vi.......


hoje, caminhei em meio a multidão invisível, o café em uma xícara padronizada , que serviam naquela movimentada praça de alimentação, era o único calor que eu sentia, hoje observei , a invisibilidade visível , pessoas caminham em ritmos frenéticos , desviando-se uma das outras, em cegos instintos, feros busca por satisfação, aquele velho senhor não conseguiu o bom dia, tamanha insistência fadigou-se, cansou frustrou-se de sua indesejada invisibilidade, hoje conversei com a insensibilidade,  ela riu e me chamou de irmão , hoje eu vi humanos, exercendo sua especialidade a desumanidade, hoje eu vi meu café esfriar na xícara, e isso também me frustrou, sem o café nada mais me sobrou, vou me levantar vou embora, também não dei bom dia pra aquele velho senhor, caminhei a passos largos, sutil imperceptível.
E hoje eu vi........que eu também sou invisível.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

doce amargo


O inquietante insegura, minha alma murmura enganoso coração, há minha flor de Lis, tão doce odor de anis, em sonhos que não me quis não acha satisfação, ainda sonha ao vento que tire esse tormento, lhe trazendo o fruto santo, salvando-a da solidão, meu rosto anda surrado, meu corpo ta tão cansado, absurdos contemplados no sol de cada manhã, a lua cheia e eu vazio , no calor estou com frio, ainda sinto arrepio , no ódio dessa paixão.
Meu medo a passos largos, sorrindo me retornou, meus sonhos eram de vidro ,em um mundo   insensível, em cacos se estilhaçou, ó minha raiz de mandrágora , tão fundo eu te achei, nos lugares mais remotos, no ermo te procurei, no fundo do oceano , as estrelas  vasculhei, me perdi em tempestades,  em mentiras e verdades, na mais fria amizade, foi La que te encontrei.
E perdi você pra sempre, como dói a semente do fruto que não nasceu, a dura realidade de uma grande amizade, a ilusão que se perdeu, e perdi  você pra sempre ,minha alma entendeu, e restou o doce amargo, ter apenas nos tornados:  AMIGOS,  VOCÊ E EU................triste fim.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

joão ninguem


La vai o João ,acorda João , o dia amanheceu João, amanheceu cinza , pobre João com seu pijama listrado, toma café sozinho calado , João a rua te chama o seu trabalho te espera, assim como fera que devora seus dias, vamos João ,o tempo não para o relógio não cala bate frio e absoluto, La vai o João ,pobre João, quem dera ser João de barro,famoso quem sabe escapar do barro da lama da solidão,La vai o João observando paisagem, sonhos distantes apertando o coração, na sua labuta esconde anseio de uma paixão, pobre João, João de final de tarde, que em tragos e estragos sufoca a frustração, João volta pra casa João, esta na hora de ir embora, as paredes te esperam, com elas você canta, você chora, e nada mais te apavora, que a falta de emoção, vai deita João, o travesseiro é seu amigo com ele não corre perigo de partir seu coração, dorme João já se sente tão cansado, sem ter ninguém do seu lado,e em sonhos perturbados, vai rolando no colchão, pobre João, João do povo, João do bar, João do céu , João do ônibus, João do trem, João de todos, e também um... João ninguém.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DESISTIR DE VC


Vou desistir de vc, por ruas empoeiradas , não mais chamarei por vc , minha lua que queria lhe mostrar , ela continuara só minha, seus mistérios e segredos não dividirei com vc, EU vou desistir de vc, a rosa que nunca lhe dei, continuara no jardim ,pois não vou rouba-la pra ti, e a senhora que na janela da casa ao lado, gasta o resto de sua vida vazia, tentando achar algo errado em vc , para contar aos vizinhos, não falara mal de nós ELA nunca vai me ver contigo, EU vou desistir de vc, e o caminho da renuncia pode ser frio e insensível ,mas é satisfatório , e os seus defeitos mais sanados não sentirei falta pois não vou conhecer, e da sua vóZ não poderei sentir saudade ,nunca a escutarei , EU desistirei de vc, e o vento frio do inverno não vai nos unir em abraços ,poIS meus braços estarão distantes dos seus, e minha alma cativa  me fez desistir de vc, e ENTÃO nunca vai saber que só vc a libertaria, pois minha alma era sua, só te peço que saia de meus sonhos ELES são meus e não lhe dei permissão para visita-LOS a noite, então me perderei entre prazeres vazios, serei imprudente na busca por satisfação, esvaziarei meu conturbado coração, e serei superficial, como o plástico, serei calculista buscarei, por momentos, felicidade solúvel , futilidades e tudo que não cause dor,  pois quando desisti de vc, também desisti do amor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DOR


E o dia que se passou, e o sol lindo que deixei de ver, 
meu esconderijo me acolhe e me esconde,afagam minhas lagrimas 
e a rua tão distante, parecendo tão hostil me encolho viajo vasculho minha mente, numa frustrante tentativa ,  de florescer  a inexistente inspiração a vida.

 vida unida e dividida por sentimentos destorcidos , o eterno anti amor, seu frio tão absoluto  me espanta, me aprisiona nas geleiras de sua masmorra,assim como o lírio que ta fora do campo, se desmancha em prantos na solidão do asfalto.
                                              
 Meu quarto inquietante e repulsivo não suporta mais minha presença, as lamurias  se tornaram constantes choros lamentos, passei a odiar esses sentimentos, então continuo trancado ansiando  amar só por amar. 

E no mar do de meu desalento , que o amor venha como ondas sopradas pelo vento, pois a solidão ancorou em meu cais, e a luz de meus olhos esta não existe mais.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

procurei


Hoje  procurei-me e na da encontrei, procurei-me  em lugares belos, floridos de muita coloração, procurei-me no céu, no chão, na lama de meu pensamento, em enfermo coração, procurei-me sem lamento apenas procurei.
Procurei-me em sonhos de ontem, na saudade do hoje, planos que o passado se apossou, procurei-me em sorrisos em choros compulsivos, no vento que já soprou, em poemas evasivos em versos repetitivos ,e  um doce amargo ficou.
Me procurei-me  na solidão, na luz e na escuridão, em liberdade vigiada disfarçada escravidão, na ilusão realista, do pavor  da equilibrista, que o destino levou ao chão, procurei-me em vão, nas ruas que caminhei, nas notas de uma canção, não encontrei-me no  pensamento e nem no meu coração...Continuarei procurando-me.    

terça-feira, 31 de julho de 2012

Meu mundo...meu pesadelo


BEM VINDO AO MEU PESADELO, ENTRE EM MEU MUNDO NÃO OLHE PARA TRAS, NÃO TEMOS PORTAS A FECHAR, SENTE-SE NO VACUO, É APENAS MEU CAOS, NÃO SE ESPANTE COM A AREIA QUE DESPRENDE DOS MEUS OLHOS, SÃO LAGRIMAS CRISTALIZADAS, SEJA BEM VINDO,CONTEMPLE O QUE DESEJOU, SIM SÃO RETALHOS DE SONHOS SE ESGUEIRANDO NAS SINZAS, SIM SÃO RENUNSIAS SE ARDENDO EM BRASAS, NÃO TENHA MEDO, AINDA É CEDO E VOCE NÃO PODE VOLTAR, BEM VINDO AO MEU MUNDO, MEU PESADELO QUE VOCE QUIS ENTRAR, AGORA SE ACALMA, SINTA O ODOR DE SUA ALMA, ENQUIETANTE E INSEGURA, BEBA DO VINHO DA CÓLERA, SE EMBRAGUE EM AMARGURA, SE FARTA NA ESCURIDÃO, AQUI A LUZ NÃO É BEM VINDA, ALTO PIEDADE É ALTO CONDENAÇÃO, NÃO SE PRECEPITE EM FUGIR, NÃO TEM MAIS PRA ONDE IR, ENTÃO ABRACE O VENTO, ESQUEÇA ESPAÇO E TEMPO AQUI NADA FAZ SENTIDO, GRITE EM SILENCIO COMIGO, VAMOS SENTIR O DESCONHECIDO, PODEMOS TOCALO, E TALVEZ ATÉ VELO, TANTO VC DESEJOU, BEM VINDA A MEU PESADELO.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

il mio libro della vita


Hoje eu acordei, acordei no meu interior, desfolhei grande livro de capa marcada, manchas de incompreensão,  paginas amareladas,ação do tempo,letras apagadas de sonhos que já passou,paginas que foram viradas, mas nunca foram arrancadas,lembranças doces e amargas, de tudo que já provei, de dores que presenciei, e por muitos que chorei, hoje senti o peso do fardo, o livro da vida enfadado no passado, surrado pesado, fantasmas no túnel do meu tempo, hoje viajei no vento, no estranho livro, livro do pensamento, hoje eu abrandei a vida, arranquei muitas paginas, diminuindo a ferida, hoje deixei o passado no passado é melhor assim, quero sentir o sol, que nasce pra você e pra mim, hoje o meu livro ta leve e tem mais cor, hoje exorcizei a dor, e ressuscitei o amor. Meu livro ficou mais belo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

TREVAS


NOITES ESCURAS, MEUS OLHOS SÃO LUZES QUE O PASSADO UTILIZOU SEPULTURAS ANONIMAS, VIDAS VIVIDAS EM VÃO, ME DEITO EM MEIO A UM LAGO DE Lama, DO REPUDIO FAÇO MINHA CAMA, MEU LEITO, QUE DELEITO AS LUZES DA SOLIDÃO, CHORA O SANGUE QUE NÃO FOI DERRAMADO, PERMANESSE NO CORPO, INERTE PARADO, INUTIL INSATISFAÇÃO,
NÃO TEMO NEM PEÇO PERDÃO, SE TREVAS QUE ME RODEIAM DEGUSTO A ESCURIÃO.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

sonhos


O vento por mim passou, assoviou noticias suas, que na solidão regressou e refugiou-se na lua, a lua também é minha, me tornei seu companheiro, e seu deserto vazio, meu constante hospedeiro.
Vento que sonhos transforma em prisioneiros do passado, não deixe ela saber que caminho a seu lado,vento seja discreto, não seja tão desatento, deixe oculto o fato que seu interior eu contemplo.
Vento insistente, não se cansa de soprar, ontem fiquei tão triste pois senti ela chorar,minha alma se abateu na desistência em amar.
Vento mostre pra ela, que é lua que nos ensina, nem tudo começa e termina, também muda a direção, não temas tanto o deserto e a sua escuridão, nada esta perdido caminharei sempre contigo segurando em sua mão,e a luz nos guiara brotando do coração.   

segunda-feira, 9 de julho de 2012

chuva de sentimentos


Chuva pesada, constante desilusão, condenação tão viva, nem lembra que tem perdão, falso espanto, escondendo a intenção, falsa preocupação, camuflando o egoísmo, curiosidade sem compromisso, esvazia o coração.
Chuva de indiferença ,finge sinceridade, mas de ira enche o ego quando ouve a verdade, não conhece o amor ,e nem entende a amizade, rotula tudo que vê,e só enxerga a maldade, triste ser angustiado,preocupado com o tempo,nem percebe a lua cheia, e Poe regras em sentimentos. Criatura tão moderna, que se esconde na caverna com medo da solidão, saia de seu porão, quebre o aguilhão, não existe certo nem errado, se tratando de emoção, dance ao som do silencio, sorria enquanto é tempo, pois sua ação não retrocede com o vento, não julgue nem escravize, aqueles que você ama, afaste-se desta lama, não tenha opinião formada, no que é bom ou que é mal, aprenda que o amor ele é incondicional, viva intensamente,mas viva a cada momento,e se banhe em linda chuva..........chuva de sentimentos.

sexta-feira, 29 de junho de 2012


Navegando em estranho mar, vermelho procuro em vão manipular o espelho, vivo o espanto de um estranho caminho, agressivos espinhos torna-se amigos, menos evasivos  não me deixam sozinho, poluídos de incompreensão , fantasmas que me rodeiam, tudo é certo em seu leito, bons samaritanos se demonstram tão perfeito,eu......continuo do meu jeito, surrado pela verdade na falsa cumplicidade, no amor de quem me ama.
Se o bom é que dura pouco escolho o outro lado da rua, fria escura mas ao menos é constante, rio de lagrimas chorado, ao ponto de ficar louco, tudo que é bom eu tive um pouco, mas nunca foi o bastante, mas a dor se fez sempre presente, companheira eternamente sempre esteve ao meu lado, renuncia triste do amor, por livre arbítrio escolhido,não vou me sentir ferido, se sou parceiro da dor,abraço fraterno, me deito com a solidão,nada disso me surpreende ,não julgue se não entende,apenas cante comigo, sem sinfonia nem ritmo cantamos qualquer canção,que dance em nossa mente e habite no coração.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

hoje eu me peguei


Hoje eu me peguei, dentro de minha mediocridade, mentindo verdades, contemplando a solidão, me peguei no frio banheiro pedindo perdão, meu porto seguro, meu refugio meu santuário, meus segredos nesse absurdo cenário, meu cúmplice espelho testemunha calado, imóvel impávido, murmúrios amargurados, rastros de desilusão, ferem ,rasgam, machucam um coração, hoje eu me peguei, em lagrimas indesejadas, por palavras que não foram faladas, por outras que não deviam ser contadas, me peguei no silencio, falando baixinho, medo da exposição, vá que todos descubram que eu também choro, então as palavras engulo, e o meu pranto eu devoro. Hoje me peguei tentando ser forte, morrendo de medo, da vida, da morte, pra mim mesmo mentindo, e meu implacável espelho com cinismo sorrindo, me peguei pensando em mudar, ser mais pratico e meu coração saturar, pensei no tempo, que tanto nos faz sofre, pensei em felicidade, pensei em renascer, pensei em poemas e me peguei... pensando em você.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

prefiro a ilusão


Não me prive de seu sorriso, finja gostar de mim, finja ser meu amigo, necessito de todos, pois marcou meu caminho, a realidade me atormenta, e a tormenta se faz presente, em seu silencio, não queira saber o que penso, meu caleidoscópio está quebrado, ta tudo tão perturbado, do seu descaso não fui curado, me sinto uma avenida vazia em uma cidade fantasma.
Anseio por seu olhar, nem que seja de espanto, preciso sair do canto desse quarto revirado, pegue em minha mão, não me deixe aqui sozinho, necessito de você, migalhas de seu carinho, a realidade absurda, tem causado tanta dor, a mentira fala de amor, e a verdade num clamor, mostra todos meus defeitos, corte profundo tenho feito só pra ter o que sentir, diga pra mim eu te amo, quero ver você mentir, sorria bem devagar, pois eu finjo não notar,  seu sanado menosprezo, minha ampulheta parou, e o tempo esta calado, me mostrando, seu desprezo.

domingo, 3 de junho de 2012

voa alma


Voa alma voa, se liberte e manifeste seu resplendor, voa alma no inconsciente se mostre impaciente, acabe com essa dor, descubra ó alma cativa, que La fora há tanta vida, que o amor cura a ferida que o consciente  causou.
Voa alma voa, ninguém prendera você, a noite é sua amiga e o dia te faz sofrer, quando durmo,me liberto, e o mal que esta bem perto não consegue me prender.
Voa alma voa, me leve pra bem distante, deixa eu ser um viajante, me mostre a cada instante, o amor, a amizade tenho tanto a aprender, voa alma, nas suas asas, eu me sinto como o vento,livre ,dono de todo o tempo,eu me sinto renascer.
Voa alma voa, o triste dia passou,foi duro,foi agressivo cortes profundos deixou, mas agora foi embora e a noite é toda nossa, deixar pra traz essa fossa, admirar a essência que a escuridão revelou, voa alma ,meu corpo esta cativo,na masmorra, na prisão,  mas ninguém há neste mundo que cale meu coração.

domingo, 27 de maio de 2012

noites:feridas da solidão


Noite, pesadelos nostálgicos, rolando pelo chão, sinto cortes em minha carne protejo o coração, sei que esta la dentro, esse é meu tormento, irremovível soldada em minha alma, terrível angustia de não te ter, toda noite é um martírio cortes profundos, delírios até o travesseiro chora de saudade de você, porque me deixou assim, porque arrancou de mim a vontade de viver.
A lua que do céu desce, zombando de minha dor, testemunha ocular de seu hipócrita amor, mas a noite continua agressiva me golpeia, meu corpo ferido e fraco, pelo quarto cambaleia.
Vou continuar te amando, vou continuar sofrendo, de dia ressuscitando, e toda a noite morrendo.

sábado, 26 de maio de 2012

ilusões e sonhos


Não quero pensar, meu  pensamento é tão vago, quero descarregar,meu pensamento  pesado, quero deixar fluir, assim como um rio que emana a nascente, límpido trans parente, assim como a planta que rasga a semente, não quero turvar minha mente, quero ilusão, a ilusão que resgata a emoção, a realidade é cruel é absoluta, quero vivenciar sonhos, mentiras verdadeiras, tudo que seja emotivo quero sorrir contigo, tampar o sol com a peneira, não quero ver meu defeito, pois eu sou tão imperfeito, quero sentir meu sangue, acelerar o coração, sem certeza nem razão, deitar em meio a ruína, de sonhos dilacerados, e cantar mesmo calado um cântico de liberdade, regar a alma a semente e a flor, e se morrer é doce morrer de amor.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

apenas sinta


Não me pergunte onde estou,ou por onde andei,apenas escute, sinta o vento ,o vento que me leva em sonhos, e tormentos sinta a brisa fria, o cheiro do pó no canto da casa,fantasmas do passado, sinta o gosto amargo, sinta angustia profunda no coração encravado, por que quer saber de mim? Por que preocupa-se assim? Nem eu sei mais quem eu sou, não sei se amei ou se alguém já me amou, então senta aqui comigo, vamos ouvir o silencio, é o nosso melhor amigo, diga que me ama, preciso tanto ouvir isso, podemos fazer orações, ou recitar Camões, ou fingir felicidade, cantarolar mentiras, assassinar a verdade, vamos ser suicidas, pois viver é um absurdo, vamos nos condenar, vamos deitar em meio a pássaros mortos, sentir o odor da morte, pois a vida é seu produto, vamos provar do fruto sem nunca termos plantado, eu me sinto horrorizado, a cada dia um espanto, então esqueça tudo, venha comigo voando, vamos olhar de cima, repousar na nuvem cinza, que por nós já esta passando. 

sábado, 5 de maio de 2012

os verdadeiros analfabetos não são os que não sabem ler, e sim os que sabem ler,mas não lêem.

Mario Quintana.

sábado, 28 de abril de 2012

Eu me encontrarei


Eu me encontrei, por ruas sinuosas, por avenidas vazias, esquinas cruas frias, por tudo que não vivi
 por sonhos que destruí. 

Eu me encontrarei, na solidão do universo
 perdido em poemas e versos, eu me encontrarei
 na chuva fria do inverno, em pedacinhos 
do céu em fragmentos do inferno.

Eu me encontrarei, na mesmice do deserto, no engano de estar certo, na hipocrisia humana, na água límpida, ou lama eu me encontrarei.

Eu me encontrarei no inexorável sol de verão, na noite escura sem lua, na lagrima que vai ao chão, na dor de uma saudade, em uma vida sem razão. 

Eu me encontrarei, na flor que não murchou, na virtude que já passou, em rastros de desilusão, me encontrarei na liberdade, ou trancado em meu porão, eu me encontrarei no sangue que derramou na ferida que se fechou, na cicatriz que ficou. 

 Eu me encontrarei, na letra de uma canção, em notas destorcidas, na mais bela imperfeição, me encontrarei na alma e na sua compaixão, em sonetos de amizade ou talvez no seu perdão...
Eu me encontrarei 

sábado, 21 de abril de 2012

amanhecer inimigo


 Sorria cínico amanhecer, me mostre sua intenção, convide seu amigo sol que já nasce sem razão, junte força com ele, nessa macabra união, me pise me esbofeteie não quero sua compaixão.                                                                         Cínico amanhecer entendo seu desalento, compreendo sua maldade, eu sei que você sente falta de nossa perfeita amizade, eu que te contemplava, você sorria  feliz, enaltecia sua luz e o sol nascia pra mim, outrora te admirava, e com você eu cantava, melodias entoava era seu terno aprendiz. Mas hoje tudo mudou não desejo mais te ver, tudo parece sem cor, no dia que vai nascer, cínico amanhecer, minha vida você levou, de nossa tamanha amizade restou somente à dor, porque um dia levaste embora o meu eterno amor.  

terça-feira, 17 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

poesia e concreto


Pobre poeta solitário, perdido na solidez vive um dia por vez, garimpando inspiração, caminhando com os olhos voltados ao chão, La vai o poeta de alma, pobre caçador de ilusão, destilando lagrimas em emoção, sangrando no peito, solitário coração.
Quem dera ver poesia na cidade hipocrisia, no bairro da insensatez, se sente tão enfadado tamanha desfaçatez, mas o poeta resiste,  o guerreiro não desiste, não retrocede na luta, insiste nessa labuta, precisa encontrar o amor.
Insensível  cidade, onde o cinza prevalece, a angustia na alma floresce, brotando também a dor, esperança adormecida de sonhos que alimentou, de natureza perfeita, da mais completa receita, a cura pro desamor.
pobre poeta voa, e com o vento nos traga, a mais linda poesia , transformando nosso cinza num oceano de cor.

domingo, 15 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nosso jardim ficou só



Caminhando, entre o jardim de minha alma, que talvez seja por carma, que tudo perdeu a cor, procurando aromas e sabor, e como um mero sonhador, me perco pelo caminho, e o aroma do anis, tem me deixado sozinho.                     Assim como a flor de lis, não quer mais me acompanhar, me seguro pra não chorar, nesse angustiado destino, em meus lábios eu sinto, o amargo do absinto, que sou obrigado a provar.
Caminhando tento encontrar, o perfume que vem do cedro, de você me faz lembrar, preciso reviver respirar e renascer, é necessário regar a semente, não deixar morrer o sândalo, e como o cristal de tântalo, que tão fino e transparente, sua voz em minha mente, não me deixa te esquecer.
Não aprendi a perder, não sei por que teimo em sofrer por alguém que me deixou, meu cérebro não assimila, que o sonho já acabou tão triste é o amanhã, sem o cheiro da hortelã que você também levou, até nosso lindo pé de romã, angustiado chorou, e de saudade secou, se tudo perdeu o sentido, por esse medo contido, vou fugindo da verdade, impiedoso destino que tamanha crueldade, fez o vento levar emborá, minha doce flor de jade.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

QUEM É VOCE

Quem é você? que se esconde atrás dessa maquiagem borrada, quem é você carregada de cores, que de seu lindo rosto, tenta esconder desamores, em tons de vermelho evita o espelho, que deixou de alimentar sua vaidade, e hoje só diz a verdade.......maldito espelho.
Quem é você? que odeia as marcas do tempo, não aceita que a primavera da vida é levada pelo vento, traços profundos, culpa displicente, de um relógio imprudente ceifando sua enganosa beleza, e na correnteza do destino sua virtude é levada.
Quem é você? que valoriza tanto a aparência, que com tantas prumas e cores vai enterrando sua essência, não tente parar o tempo, deixe que ele te leve, a aparência é vã é breve, pare tudo olhe observe, desfaça dessa casca, dessa mascara de cores, aprenda a admirar as flores, que são sempre perfeitas. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

aprendendo a amar


Há flor de beira de estrada, tão límpida beleza, pela poeira camuflada, ausência de chuva faz calar sua esperança, há tempos deixou de ser criança, e  na inocência perdida, sofrida vida vazia, no vento frio que assovia, o seus lábios silenciam, e os gritos e gemidos,seu coração ferido, uma sangria no peito, e sofrendo desse jeito, desvaloriza a vida, não sara ,e alimenta a ferida, não sabes que és querida? que tem alguém que te ama? Porque de tudo reclamas? E rolas em sua cama,fazendo da noite um martírio, arranca do peito a dor, não ponha regras no amor, apenas ame sorrindo, e vais sentir que a tristeza de você esta fugindo, ame que mataras  o mal, mas ame um amor livre.........livre e incondicional.   

quinta-feira, 22 de março de 2012

biografia,(ou não)


Dia primeiro de fevereiro de 1973, o dia em que acordei para este mundo ,numa cidadezinha  do interior do Rio Grande do Sul, chamada Carazinho, o que mais me deixa frustrado, é não lembrar nada do dia mais importante da minha vida, sei que era um bairro chamado hípica, pois praticavam hipismo ali, deveria ter muitos cavalos eu acredito.
Nasci em casa, assim que nasci meu pai me apresentou para a lua que na ocasião estava cheia, era madrugada, pois na minha precipitação não esperei o dia raiar, penso que a lua e eu fizemos tipo uma espécie de sociedade, pois sempre a visito e me escondo La, constantemente.
Cresci contemplando a pobreza, e pra variar crianças nasciam por atacado na vila, sempre preferi ficar só, e não gostava muito das brincadeiras habituais das crianças, não era poucas as vezes que os professores da escola perguntavam por que eu era tão quieto, diziam que eu era tímido, estavam enganados eu era analítico, introspectivo , analisando situações, pessoas, lugares, sentimentos, conhecia mais os com quem eu convivia, do que eles mesmos as vezes.
Fui crescendo e aprimorando meu, particular mundinho,  aos nove anos de idade, viemos morar em Novo Hamburgo, cidade que adotei como minha, amo essa cidade, lia tudo que tinha pela frente, chegando ao cumulo de decorar códigos de barras, de frascos de xampus e condicionadores no banheiro de casa, o banheiro era um espécie de refugio das conversas atravessadas e confusas, de pessoas falando ao mesmo tempo, pois éramos em sete pessoas em casa, então vogais e consoantes, se colidiam umas nas outras, formando frases indecifráveis, as quais eu não conseguia entender.
Servi minha pátria amada, como voluntario, só nas primeiras semanas, depois a realidade, riu na minha cara, e pensei ser a maior burrada que tinha feito,não era mais voluntario a nada, agora já era tarde demais, mas naturalmente me adaptei e acabei gostando, quase senti saudade quando sai,  só quase.
Comecei a ter cedo, queda por poesias, poemas, versos, frases, pensamentos musica, tudo que for ligado a arte me atrai muito, hoje escrever,  pra mim é como respirar, é essencial, tenho necessidade disso, ainda me isolo, causando muitas vezes frustração e tristezas em pessoas que amo, mas é primordial pra mim, é sozinho, La no jardim da lua que me encontro em paz e me completo, é La que as palavras submergem de minha essência.  É  na solidão que encontro a mim mesmo, então sentamos e conversamos.

terça-feira, 20 de março de 2012

outra face

se ao levarmos, um tapa no rosto temos que oferecer a outra face, mas quando as duas faces já foram surradas o que mais temos a oferecer? 

sábado, 17 de março de 2012

aquarela de sonhos


Aquarela de sonhos,  aquarela da vida, cores se mesclam, em fusão infinita, emoção, cores abstratas  ampliando a visão, abrem o coração.
Há minha aquarela de sonhos,  do verde que  fascinou, da linda mãe natureza, exalando sua beleza, fez um leito esplendoroso onde um anjo repousou, tonalidades do verde que também nos faz sofrer, o verde musgo e frio dos seus olhos,fez meu mundo escurecer.
O branco vazio da alma,  palidez absoluta,  a rotina, a labuta, nos tira a ilusão, nos prende em sua masmorra, contemplando a solidão, amarelo do descaso, que não foi por um acaso, e que nos perdemos na vida mudando a direção. O vermelho imponente, do sangue já transparente, enfraquecido teimosamente impulsionando o coração, gotas vermelhas, de uma lagrima que caiu, e junto com muitas outras nossa essência se esvaiu.
Aquarela de sonhos, mesclando todas as cores, alegria, desamores, tristezas e ilusões,  misturando dentro da alma todas as emoções, conhecemos a mais tristes das cores, e ficamos sem respiração, pois a mistura de tudo,resultou em preto vazio e escuro, e a verdade nos deu um murro, calando o coração.
Será aquarela de desilusão? Será que é sonho em vão? Olhei para o horizonte uma esperança renasceu, nem tudo esta perdido, que lindo azul infinito, que do céu resplandeceu, azul da mais nobre essência que na pureza  cresceu, azul que me faz sorrir, azul que me faz cantar, azul que me faz seguir, e nunca desanimar,no azul que é só verdade, no azul que não há maldade, do azul que devolve sonhos, sonhos de liberdade.

terça-feira, 13 de março de 2012

mascaras


E quando as mascaras caírem? Vamos resistir a decepção? Mas prefiro o inferno  a um céu conformista. 

domingo, 11 de março de 2012

destilando a vida


Acúmulos de inveja ,pilhas de ambição, montes de incompreensão , cargas de mentiras, vaidades,maldades no coração,   são  restos, dejetos, extraídos arrancados de uma vida destilada, ali no porão, pertinho de nossa alma, trancafiamos  todo o mal, assim podemos, manter a razão gritar que somos normal.
Devemos manter a porta fechada, pois o porão esta transbordando, e em desespero perguntamos: e o resto onde vamos colocar?  Pois dia a  dia vivemos a destilar,  e deveras...  muito são os detritos que temos que retirar, um grama de pura essência ,pra cada quilo de vida, só um grama no coração, e o restante vai pro porão,  o espaço se tornou escasso, e o medo se faz real, e o mal que outrora trancado,esta forçando o cadeado, tentando se libertar.
E se abrirmos  covas fundas no quintal de nossa alma , e o  mal então soterrar?  Não, só pensar nisso sinto meu corpo arrepiar, pode chover desamores ,  e como sementes daninhas podem vir a germinar, e crescer como capim difícil de arrancar, e como planta parasita, nossa essência vai sugar, e seus frutos venenosos  a morte vai nos levar.
Não temos outra saída, a não ser continuar a destilar, talvez  encontramos  saída ,na vida de outra vida, se aprendermos a amar,  o mal se faz presente a cada segundo do dia, é fera que machuca que fere, e que causa muita dor,  mas temos que resistir com um imenso fervor, pois toda a nossa esperança   esta no mais puro amor.

sexta-feira, 9 de março de 2012


                                                              
                                      
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terça-feira, 6 de março de 2012

abstinencia do amor


Meu ar se tornou rarefeito, cinjo forte os braços contra o peito, em frustrada tentativa de aliviar a dor, sussurro palavras sem sentido, na abstinência... Na abstinência do amor, vicio escravidão escolhida, é como droga, que pela alma ingerida se torna forte, impávida, aguerrida, entranha em nossa vida, muda formas, muda a cor, mas sofro na abstinência ...   Na, abstinência do amor.
Me, viciei em sorrisos, sentimentos declarados, no cheiro do amor inalado, em poemas revelados, sem macula, apenas a emoção, a mais pura criação, gerada no coração, preciso  sentir seu toque, embriagar-me em seu odor, mas sofro na abstinência...na abstinência do amor.
Em risos sádicos a solidão me tortura, minha alma obscura ainda luta com bravura, militando contra a dor, fujo de tudo e de todos,  preciso tratar a doença, testando minha resistência que tão frágil se tornou, um dia estarei curado, desse eterno desamor, mas sofro na abstinência...na abstinência do amor.