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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

hoje eu vi.......


hoje, caminhei em meio a multidão invisível, o café em uma xícara padronizada , que serviam naquela movimentada praça de alimentação, era o único calor que eu sentia, hoje observei , a invisibilidade visível , pessoas caminham em ritmos frenéticos , desviando-se uma das outras, em cegos instintos, feros busca por satisfação, aquele velho senhor não conseguiu o bom dia, tamanha insistência fadigou-se, cansou frustrou-se de sua indesejada invisibilidade, hoje conversei com a insensibilidade,  ela riu e me chamou de irmão , hoje eu vi humanos, exercendo sua especialidade a desumanidade, hoje eu vi meu café esfriar na xícara, e isso também me frustrou, sem o café nada mais me sobrou, vou me levantar vou embora, também não dei bom dia pra aquele velho senhor, caminhei a passos largos, sutil imperceptível.
E hoje eu vi........que eu também sou invisível.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

doce amargo


O inquietante insegura, minha alma murmura enganoso coração, há minha flor de Lis, tão doce odor de anis, em sonhos que não me quis não acha satisfação, ainda sonha ao vento que tire esse tormento, lhe trazendo o fruto santo, salvando-a da solidão, meu rosto anda surrado, meu corpo ta tão cansado, absurdos contemplados no sol de cada manhã, a lua cheia e eu vazio , no calor estou com frio, ainda sinto arrepio , no ódio dessa paixão.
Meu medo a passos largos, sorrindo me retornou, meus sonhos eram de vidro ,em um mundo   insensível, em cacos se estilhaçou, ó minha raiz de mandrágora , tão fundo eu te achei, nos lugares mais remotos, no ermo te procurei, no fundo do oceano , as estrelas  vasculhei, me perdi em tempestades,  em mentiras e verdades, na mais fria amizade, foi La que te encontrei.
E perdi você pra sempre, como dói a semente do fruto que não nasceu, a dura realidade de uma grande amizade, a ilusão que se perdeu, e perdi  você pra sempre ,minha alma entendeu, e restou o doce amargo, ter apenas nos tornados:  AMIGOS,  VOCÊ E EU................triste fim.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

joão ninguem


La vai o João ,acorda João , o dia amanheceu João, amanheceu cinza , pobre João com seu pijama listrado, toma café sozinho calado , João a rua te chama o seu trabalho te espera, assim como fera que devora seus dias, vamos João ,o tempo não para o relógio não cala bate frio e absoluto, La vai o João ,pobre João, quem dera ser João de barro,famoso quem sabe escapar do barro da lama da solidão,La vai o João observando paisagem, sonhos distantes apertando o coração, na sua labuta esconde anseio de uma paixão, pobre João, João de final de tarde, que em tragos e estragos sufoca a frustração, João volta pra casa João, esta na hora de ir embora, as paredes te esperam, com elas você canta, você chora, e nada mais te apavora, que a falta de emoção, vai deita João, o travesseiro é seu amigo com ele não corre perigo de partir seu coração, dorme João já se sente tão cansado, sem ter ninguém do seu lado,e em sonhos perturbados, vai rolando no colchão, pobre João, João do povo, João do bar, João do céu , João do ônibus, João do trem, João de todos, e também um... João ninguém.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DESISTIR DE VC


Vou desistir de vc, por ruas empoeiradas , não mais chamarei por vc , minha lua que queria lhe mostrar , ela continuara só minha, seus mistérios e segredos não dividirei com vc, EU vou desistir de vc, a rosa que nunca lhe dei, continuara no jardim ,pois não vou rouba-la pra ti, e a senhora que na janela da casa ao lado, gasta o resto de sua vida vazia, tentando achar algo errado em vc , para contar aos vizinhos, não falara mal de nós ELA nunca vai me ver contigo, EU vou desistir de vc, e o caminho da renuncia pode ser frio e insensível ,mas é satisfatório , e os seus defeitos mais sanados não sentirei falta pois não vou conhecer, e da sua vóZ não poderei sentir saudade ,nunca a escutarei , EU desistirei de vc, e o vento frio do inverno não vai nos unir em abraços ,poIS meus braços estarão distantes dos seus, e minha alma cativa  me fez desistir de vc, e ENTÃO nunca vai saber que só vc a libertaria, pois minha alma era sua, só te peço que saia de meus sonhos ELES são meus e não lhe dei permissão para visita-LOS a noite, então me perderei entre prazeres vazios, serei imprudente na busca por satisfação, esvaziarei meu conturbado coração, e serei superficial, como o plástico, serei calculista buscarei, por momentos, felicidade solúvel , futilidades e tudo que não cause dor,  pois quando desisti de vc, também desisti do amor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DOR


E o dia que se passou, e o sol lindo que deixei de ver, 
meu esconderijo me acolhe e me esconde,afagam minhas lagrimas 
e a rua tão distante, parecendo tão hostil me encolho viajo vasculho minha mente, numa frustrante tentativa ,  de florescer  a inexistente inspiração a vida.

 vida unida e dividida por sentimentos destorcidos , o eterno anti amor, seu frio tão absoluto  me espanta, me aprisiona nas geleiras de sua masmorra,assim como o lírio que ta fora do campo, se desmancha em prantos na solidão do asfalto.
                                              
 Meu quarto inquietante e repulsivo não suporta mais minha presença, as lamurias  se tornaram constantes choros lamentos, passei a odiar esses sentimentos, então continuo trancado ansiando  amar só por amar. 

E no mar do de meu desalento , que o amor venha como ondas sopradas pelo vento, pois a solidão ancorou em meu cais, e a luz de meus olhos esta não existe mais.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

procurei


Hoje  procurei-me e na da encontrei, procurei-me  em lugares belos, floridos de muita coloração, procurei-me no céu, no chão, na lama de meu pensamento, em enfermo coração, procurei-me sem lamento apenas procurei.
Procurei-me em sonhos de ontem, na saudade do hoje, planos que o passado se apossou, procurei-me em sorrisos em choros compulsivos, no vento que já soprou, em poemas evasivos em versos repetitivos ,e  um doce amargo ficou.
Me procurei-me  na solidão, na luz e na escuridão, em liberdade vigiada disfarçada escravidão, na ilusão realista, do pavor  da equilibrista, que o destino levou ao chão, procurei-me em vão, nas ruas que caminhei, nas notas de uma canção, não encontrei-me no  pensamento e nem no meu coração...Continuarei procurando-me.