Minha lista de blogs

domingo, 28 de setembro de 2014

O JOIO EO TRIGO

Já não serás minha destra, nem se regozijaras a minha sombra
não terás meu ombro como apoio serei o joio sem cuidado arrancado
e você será o trigo com zelo cultivado, serás tratada a boa mão.
                                                                                                                      
Eu serei apenas uma esquecida canção, não terás lembranças
minhas, serei imperceptível algo negro na escuridão,
e assim como joio que sou, me submeto ao fogo sem culpa e sem perdão
e você como um bom trigo cresceras na mais bela perfeição, terás a lua como amiga
e o sol o seu guardião.
                                                                                                                
 Não terei noticias sua pois serei cinzas, fragmentos sem direção
um leve desespero habitara meu coração, e quem sabe o nobre vento
perceba meu desalento e me leve até você, posso ser nada, cinzas do joio queimado, mas só estando ao seu lado é que consigo viver.
 

domingo, 14 de setembro de 2014

LOUCOS

Os normais nunca me chamaram a atenção pelo contrario
meus desejos e olhares sempre estiveram voltados para os loucos
que hoje se deleitam em um leito acima do firmamento e amanha se
queimam abraçados em Hades, não posso extrair nada daquilo que
e normal tudo vira em se vai chover ou fará sol e o papel vai ficar em branco.

Meus poemas precisam de experiências insanas, escolho um inferno a um céu
conformista, pessoas que tenham comunhão com a lua e que acordam gritando
retalhadas por misteriosos pesadelos, não há nada mais atraente que o medo
ao desconhecido.

Percorro uma estrada atrás de sorrisos irresponsáveis, de tudo que apenas caminha sem
traçar itinerários e sem rastros de migalhas de pão, sem planos sem perguntas ou pressão
sem opinião formada sem correntes apenas o prazer da liberdade, ver o amor incondicional
apenas amar por amar, sem sentimentos egoístas ou possessividade, sem magoas ou auto piedade
sem mentiras ou verdades, amar para ser amado.

NAQUELA FRIA COLINA


Sim foi lá naquela fria colina onde as flores choravam e em
e em prantos derramavam suas cores.

     Sim foi lá que me fartei de dor me vesti de cinza rasguei minha
alma e queimei seu retrato, o abstrato nas paisagens os vultos de
passagem nada absoluto ou sólido apenas miragens, devaneios projeções
antigas, imagens que o passado se apossou.

    Sim foi lá que o vento assobiou a 5ª sinfonia de Beethoven, bateu a minha porta em
meia madrugada, vestida de negro mas não me leva consigo, me põem de castigo
me obriga a viver.

    Sim foi lá na fria colina que vi o firmamento escurecer a lua se despiu do prata e na
noite escura e calada eu tento não perecer, sim foi na solidão que aprendi a me conhecer
sim foi a dor que me purificou.
                                                                                                                                                                                                                     
sim foi lá que aprendi a viver sem você, sim foi lá que
arranquei a covardia, transformei tristeza em alegria, angustia em euforia e a melancolia
vicejou a poesia.

Naquela fria colina!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Mar de vinho tinto

Te procurei, naveguei em um mar de vinho tinto
       não te encontrei, não sei dizer o que sinto
         rubras rosas murcham em minha mão e no coração
           um leve desespero, não sinto cheiro não sinto frio um 
               grito no silencio e um imenso vazio

                   Suporto a ironia da lua mesmo nua a me zombar e o seu
                       rosto pra meu desgosto surge em todo o lugar
                         ensurdeço meus ouvidos no instinto de viver
                            pois toda canção que ouço só me fala de você

                                Quero rasgar o meu peito e arrancar o coração                                      mas busco a sanidade 
                                    e controlo a emoção e nesse mar de vinho                                            tinto
                                         me embriago em absinto e vou perdendo a                                            razão
                                              e do amor alem da vida só me restou a                                                 ferida da dura desilusão.  
                                          

domingo, 31 de agosto de 2014

MEU JARDIM EM PRETO E BRANCO

Tem uma lapide no meu jardim em preto e branco,
no ápice da apatia dos santos meu choro
rega as flores, não há cheiro não a cores 
em meu jardim em preto e branco.

Me deleito no sepulcro e me envolvo em meu manto
alcanço  a angustia da vida e faço dela amiga e da
dor o meu recanto, mas há uma lapide em meu jardim 
em preto e branco.

Busco renascer, um sorriso, um encanto mas
cada dia o espanto faz derramar meu pranto
ao ver meu nome na lapide do jardim em preto e branco.

Arranco o medo da alma então sinto uma grande calma, e 
com as flores eu canto e escrevo um poema na lapide...
do jardim em preto e branco. 






sábado, 23 de agosto de 2014

NO FINDAR DA BATALHA...

Não reconheci o silêncio quando se calaram os gritos e meus ritos de passagem passaram longe de mim, bem ali pertinho do fim, do fim da batalha e armas são palavras que ferem a alma, mas senti toda a calma o tormento e desalento no findar da batalha.

Fui ferido, asas quebradas para não poder voar, o derramar de uma estranha maldade, a insensibilidade que só faz machucar, eu busco um refugio um canto seguro preciso voltar a voar.

Me escondo de tudo e  todos, só assim sozinho e que consigo chorar, me curar, consertar minhas asas, a dor ainda é forte agressiva e crua preciso fazer as pazes com a lua ir embora com ela e nunca mais retornar.

domingo, 10 de agosto de 2014

O ACASO

   
Não venha me falar em  logica!
A logica nunca entendeu o acaso.