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domingo, 14 de setembro de 2014

NAQUELA FRIA COLINA


Sim foi lá naquela fria colina onde as flores choravam e em
e em prantos derramavam suas cores.

     Sim foi lá que me fartei de dor me vesti de cinza rasguei minha
alma e queimei seu retrato, o abstrato nas paisagens os vultos de
passagem nada absoluto ou sólido apenas miragens, devaneios projeções
antigas, imagens que o passado se apossou.

    Sim foi lá que o vento assobiou a 5ª sinfonia de Beethoven, bateu a minha porta em
meia madrugada, vestida de negro mas não me leva consigo, me põem de castigo
me obriga a viver.

    Sim foi lá na fria colina que vi o firmamento escurecer a lua se despiu do prata e na
noite escura e calada eu tento não perecer, sim foi na solidão que aprendi a me conhecer
sim foi a dor que me purificou.
                                                                                                                                                                                                                     
sim foi lá que aprendi a viver sem você, sim foi lá que
arranquei a covardia, transformei tristeza em alegria, angustia em euforia e a melancolia
vicejou a poesia.

Naquela fria colina!