domingo, 16 de dezembro de 2012
continuar sonhando
tantos sonhos a realizar, tantos projetos inacabados, a dor que me faz andar a inconformação que faz progredir, aquilo que ainda não conquistei funcionando como mecanismo impulsor, a procura incessante do amor, busco no outro satisfação para meu próprio ser, e se tudo eu conseguisse realizar, o que restaria depois, oque me faria andar? perderia a nessecidade em amar......
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
meu púlpito
Caminhei em
folhas mortas, caídas de tristes arvores, fecharam todas as portas, e La fora
tão escuro, caminhei cheguei a um muro...um muro de insensatez , e lagrimas uma
por vez caiam sem permissão , tentei rabiscar o amor em solo frio e distante,
então vi por um estante minha solidez
abalada, minha alma abatida calada no espanto ao desamor, recitei poesia a flor mas ela me ignorou, e tamanho o descaso ,o
vento fingindo acaso me levou longe dali, me escondi me isolei, e novamente
chorei, mas fiz desse lugar meu manto meu púlpito sagrado,santo ,meu espírito renasceu,
e assim eu viverei todo o dia renascendo, desfibrilando o amor, que no mundo
esta morrendo.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
hoje eu vi.......
hoje,
caminhei em meio a multidão invisível, o café em uma xícara padronizada , que
serviam naquela movimentada praça de alimentação, era o único calor que eu
sentia, hoje observei , a invisibilidade visível , pessoas caminham em ritmos
frenéticos , desviando-se uma das outras, em cegos instintos, feros busca por
satisfação, aquele velho senhor não conseguiu o bom dia, tamanha insistência fadigou-se, cansou frustrou-se de sua indesejada invisibilidade, hoje conversei
com a insensibilidade, ela riu e me chamou de irmão , hoje
eu vi humanos, exercendo sua especialidade a desumanidade, hoje eu vi meu café
esfriar na xícara, e isso também me frustrou, sem o café nada mais me sobrou,
vou me levantar vou embora, também não dei bom dia pra aquele velho senhor,
caminhei a passos largos, sutil imperceptível.
E
hoje eu vi........que eu também sou invisível.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
doce amargo
O inquietante insegura, minha alma
murmura enganoso coração, há minha flor de Lis, tão doce odor de anis, em
sonhos que não me quis não acha satisfação, ainda sonha ao vento que tire esse
tormento, lhe trazendo o fruto santo, salvando-a da solidão, meu rosto anda
surrado, meu corpo ta tão cansado, absurdos contemplados no sol de cada manhã,
a lua cheia e eu vazio , no calor estou com frio, ainda sinto arrepio , no ódio
dessa paixão.
Meu medo a passos largos, sorrindo me
retornou, meus sonhos eram de vidro ,em um mundo insensível,
em cacos se estilhaçou, ó minha raiz de mandrágora , tão fundo eu te achei, nos
lugares mais remotos, no ermo te procurei, no fundo do oceano , as estrelas vasculhei, me perdi em tempestades, em mentiras e verdades, na mais fria amizade,
foi La que te encontrei.
E perdi você pra sempre, como dói a
semente do fruto que não nasceu, a dura realidade de uma grande amizade, a
ilusão que se perdeu, e perdi você pra
sempre ,minha alma entendeu, e restou o doce amargo, ter apenas nos tornados: AMIGOS,
VOCÊ E EU................triste fim.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
joão ninguem
La vai o João ,acorda João , o dia amanheceu João,
amanheceu cinza , pobre João com seu pijama listrado, toma café sozinho calado
, João a rua te chama o seu trabalho te espera, assim como fera que devora seus
dias, vamos João ,o tempo não para o relógio não cala bate frio e absoluto, La vai
o João ,pobre João, quem dera ser João de barro,famoso quem sabe escapar do barro
da lama da solidão,La vai o João observando paisagem, sonhos distantes
apertando o coração, na sua labuta esconde anseio de uma paixão, pobre João, João
de final de tarde, que em tragos e estragos sufoca a frustração, João volta pra
casa João, esta na hora de ir embora, as paredes te esperam, com elas você canta,
você chora, e nada mais te apavora, que a falta de emoção, vai deita João, o
travesseiro é seu amigo com ele não corre perigo de partir seu coração, dorme João
já se sente tão cansado, sem ter ninguém do seu lado,e em sonhos perturbados,
vai rolando no colchão, pobre João, João do povo, João do bar, João do céu , João
do ônibus, João do trem, João de todos, e também um... João ninguém.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
DESISTIR DE VC
Vou desistir de vc, por ruas
empoeiradas , não mais chamarei por vc , minha lua que queria lhe mostrar , ela
continuara só minha, seus mistérios e segredos não dividirei com vc, EU vou
desistir de vc, a rosa que nunca lhe dei, continuara no jardim ,pois não vou
rouba-la pra ti, e a senhora que na janela da casa ao lado, gasta o resto de
sua vida vazia, tentando achar algo errado em vc , para contar aos vizinhos,
não falara mal de nós ELA nunca vai me ver contigo, EU vou desistir de vc, e
o caminho da renuncia pode ser frio e insensível ,mas é satisfatório , e os
seus defeitos mais sanados não sentirei falta pois não vou conhecer, e da sua
vóZ não poderei sentir saudade ,nunca a escutarei , EU desistirei de vc, e o
vento frio do inverno não vai nos unir em abraços ,poIS meus braços estarão
distantes dos seus, e minha alma cativa
me fez desistir de vc, e ENTÃO nunca vai saber que só vc a libertaria, pois
minha alma era sua, só te peço que saia de meus sonhos ELES são meus e não lhe dei
permissão para visita-LOS a noite, então me perderei entre prazeres vazios,
serei imprudente na busca por satisfação, esvaziarei meu conturbado coração, e
serei superficial, como o plástico, serei calculista buscarei, por momentos,
felicidade solúvel , futilidades e tudo que não cause dor, pois quando desisti de vc, também desisti do
amor.
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