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segunda-feira, 18 de junho de 2012

hoje eu me peguei


Hoje eu me peguei, dentro de minha mediocridade, mentindo verdades, contemplando a solidão, me peguei no frio banheiro pedindo perdão, meu porto seguro, meu refugio meu santuário, meus segredos nesse absurdo cenário, meu cúmplice espelho testemunha calado, imóvel impávido, murmúrios amargurados, rastros de desilusão, ferem ,rasgam, machucam um coração, hoje eu me peguei, em lagrimas indesejadas, por palavras que não foram faladas, por outras que não deviam ser contadas, me peguei no silencio, falando baixinho, medo da exposição, vá que todos descubram que eu também choro, então as palavras engulo, e o meu pranto eu devoro. Hoje me peguei tentando ser forte, morrendo de medo, da vida, da morte, pra mim mesmo mentindo, e meu implacável espelho com cinismo sorrindo, me peguei pensando em mudar, ser mais pratico e meu coração saturar, pensei no tempo, que tanto nos faz sofre, pensei em felicidade, pensei em renascer, pensei em poemas e me peguei... pensando em você.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

prefiro a ilusão


Não me prive de seu sorriso, finja gostar de mim, finja ser meu amigo, necessito de todos, pois marcou meu caminho, a realidade me atormenta, e a tormenta se faz presente, em seu silencio, não queira saber o que penso, meu caleidoscópio está quebrado, ta tudo tão perturbado, do seu descaso não fui curado, me sinto uma avenida vazia em uma cidade fantasma.
Anseio por seu olhar, nem que seja de espanto, preciso sair do canto desse quarto revirado, pegue em minha mão, não me deixe aqui sozinho, necessito de você, migalhas de seu carinho, a realidade absurda, tem causado tanta dor, a mentira fala de amor, e a verdade num clamor, mostra todos meus defeitos, corte profundo tenho feito só pra ter o que sentir, diga pra mim eu te amo, quero ver você mentir, sorria bem devagar, pois eu finjo não notar,  seu sanado menosprezo, minha ampulheta parou, e o tempo esta calado, me mostrando, seu desprezo.

domingo, 3 de junho de 2012

voa alma


Voa alma voa, se liberte e manifeste seu resplendor, voa alma no inconsciente se mostre impaciente, acabe com essa dor, descubra ó alma cativa, que La fora há tanta vida, que o amor cura a ferida que o consciente  causou.
Voa alma voa, ninguém prendera você, a noite é sua amiga e o dia te faz sofrer, quando durmo,me liberto, e o mal que esta bem perto não consegue me prender.
Voa alma voa, me leve pra bem distante, deixa eu ser um viajante, me mostre a cada instante, o amor, a amizade tenho tanto a aprender, voa alma, nas suas asas, eu me sinto como o vento,livre ,dono de todo o tempo,eu me sinto renascer.
Voa alma voa, o triste dia passou,foi duro,foi agressivo cortes profundos deixou, mas agora foi embora e a noite é toda nossa, deixar pra traz essa fossa, admirar a essência que a escuridão revelou, voa alma ,meu corpo esta cativo,na masmorra, na prisão,  mas ninguém há neste mundo que cale meu coração.

domingo, 27 de maio de 2012

noites:feridas da solidão


Noite, pesadelos nostálgicos, rolando pelo chão, sinto cortes em minha carne protejo o coração, sei que esta la dentro, esse é meu tormento, irremovível soldada em minha alma, terrível angustia de não te ter, toda noite é um martírio cortes profundos, delírios até o travesseiro chora de saudade de você, porque me deixou assim, porque arrancou de mim a vontade de viver.
A lua que do céu desce, zombando de minha dor, testemunha ocular de seu hipócrita amor, mas a noite continua agressiva me golpeia, meu corpo ferido e fraco, pelo quarto cambaleia.
Vou continuar te amando, vou continuar sofrendo, de dia ressuscitando, e toda a noite morrendo.

sábado, 26 de maio de 2012

ilusões e sonhos


Não quero pensar, meu  pensamento é tão vago, quero descarregar,meu pensamento  pesado, quero deixar fluir, assim como um rio que emana a nascente, límpido trans parente, assim como a planta que rasga a semente, não quero turvar minha mente, quero ilusão, a ilusão que resgata a emoção, a realidade é cruel é absoluta, quero vivenciar sonhos, mentiras verdadeiras, tudo que seja emotivo quero sorrir contigo, tampar o sol com a peneira, não quero ver meu defeito, pois eu sou tão imperfeito, quero sentir meu sangue, acelerar o coração, sem certeza nem razão, deitar em meio a ruína, de sonhos dilacerados, e cantar mesmo calado um cântico de liberdade, regar a alma a semente e a flor, e se morrer é doce morrer de amor.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

apenas sinta


Não me pergunte onde estou,ou por onde andei,apenas escute, sinta o vento ,o vento que me leva em sonhos, e tormentos sinta a brisa fria, o cheiro do pó no canto da casa,fantasmas do passado, sinta o gosto amargo, sinta angustia profunda no coração encravado, por que quer saber de mim? Por que preocupa-se assim? Nem eu sei mais quem eu sou, não sei se amei ou se alguém já me amou, então senta aqui comigo, vamos ouvir o silencio, é o nosso melhor amigo, diga que me ama, preciso tanto ouvir isso, podemos fazer orações, ou recitar Camões, ou fingir felicidade, cantarolar mentiras, assassinar a verdade, vamos ser suicidas, pois viver é um absurdo, vamos nos condenar, vamos deitar em meio a pássaros mortos, sentir o odor da morte, pois a vida é seu produto, vamos provar do fruto sem nunca termos plantado, eu me sinto horrorizado, a cada dia um espanto, então esqueça tudo, venha comigo voando, vamos olhar de cima, repousar na nuvem cinza, que por nós já esta passando. 

sábado, 5 de maio de 2012

os verdadeiros analfabetos não são os que não sabem ler, e sim os que sabem ler,mas não lêem.

Mario Quintana.