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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Mar de vinho tinto

Te procurei, naveguei em um mar de vinho tinto
       não te encontrei, não sei dizer o que sinto
         rubras rosas murcham em minha mão e no coração
           um leve desespero, não sinto cheiro não sinto frio um 
               grito no silencio e um imenso vazio

                   Suporto a ironia da lua mesmo nua a me zombar e o seu
                       rosto pra meu desgosto surge em todo o lugar
                         ensurdeço meus ouvidos no instinto de viver
                            pois toda canção que ouço só me fala de você

                                Quero rasgar o meu peito e arrancar o coração                                      mas busco a sanidade 
                                    e controlo a emoção e nesse mar de vinho                                            tinto
                                         me embriago em absinto e vou perdendo a                                            razão
                                              e do amor alem da vida só me restou a                                                 ferida da dura desilusão.  
                                          

domingo, 31 de agosto de 2014

MEU JARDIM EM PRETO E BRANCO

Tem uma lapide no meu jardim em preto e branco,
no ápice da apatia dos santos meu choro
rega as flores, não há cheiro não a cores 
em meu jardim em preto e branco.

Me deleito no sepulcro e me envolvo em meu manto
alcanço  a angustia da vida e faço dela amiga e da
dor o meu recanto, mas há uma lapide em meu jardim 
em preto e branco.

Busco renascer, um sorriso, um encanto mas
cada dia o espanto faz derramar meu pranto
ao ver meu nome na lapide do jardim em preto e branco.

Arranco o medo da alma então sinto uma grande calma, e 
com as flores eu canto e escrevo um poema na lapide...
do jardim em preto e branco. 






sábado, 23 de agosto de 2014

NO FINDAR DA BATALHA...

Não reconheci o silêncio quando se calaram os gritos e meus ritos de passagem passaram longe de mim, bem ali pertinho do fim, do fim da batalha e armas são palavras que ferem a alma, mas senti toda a calma o tormento e desalento no findar da batalha.

Fui ferido, asas quebradas para não poder voar, o derramar de uma estranha maldade, a insensibilidade que só faz machucar, eu busco um refugio um canto seguro preciso voltar a voar.

Me escondo de tudo e  todos, só assim sozinho e que consigo chorar, me curar, consertar minhas asas, a dor ainda é forte agressiva e crua preciso fazer as pazes com a lua ir embora com ela e nunca mais retornar.

domingo, 10 de agosto de 2014

O ACASO

   
Não venha me falar em  logica!
A logica nunca entendeu o acaso.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

FERIDAS: FRAGMENTOS DO PASSADO

hoje eu passo rápido vejo vultos de passagem, se mesclam as cores em paisagens, nos olhos meu caleidoscópio,
embriagado no opio da desilusão, medo e covardia fecharam-me o coração.
                  Julgado, preso e condenado por erros que cometi, não posso interagir devo evitar o mal, não sigo por uma estrada
eu busco o transversal e deixo o passado no passado sem virar estatua de sal.
                 Me escondo na lua quando a dor  é egressiva, na poesia o refugio amenizando a ferida,
me curarei um dia e ficará  a cicatriz e esses dias desleais terão um final feliz, não terei a alma abalada e nem
um espirito febril, serei como o sândalo que perfuma o machado que o feriu.
                Todo o dia assassinado por um mal que já passou, o sol perde o calor e o céu fica sem cor,
e o espanto salta aos olhos no ingrato anti-amor, planto a semente no tempo, vou esperar florescer
e a angustia no peito, calado suportarei, sentarei quieto em um canto um lugarzinho santo que me inspire a escrever.

domingo, 3 de agosto de 2014

Quando as estrelas brilharem o meu caminho

Por onde andarei quando as estrelas brilharem o meu caminho?
andarei sozinho,espantado sem direção ou talvez o acaso mude o destino
e eu volte a ser menino com fé em meu coração.

Talvez eu me encontre nas flores de um jardim, e me encante com o namoro da rosa com o jasmim,
ou alguma borboleta que pousou na violeta conte uma historia pra mim, uma historia de fantasia, 
uma historia de alegria que tenha final feliz, e deitar-me no gramado com um sorriso nos lábios
foi tudo que eu sempre quis.

Talvez voarei, nas asas da imaginação plantarei uma semente profunda no coração,
cantarei uma canção sem ritmo e sem noção brindarei em euforia a mais bela 
imperfeição,recitarei poesias do firmamento ao chão, darei a mão     ao inimigo e Serás
o meu irmão, andaremos em união e ninguém estará sozinho, o dia em que as estrelas 
brilharem o meu caminho.
F.B.A

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Amanhã

     

 Amanhã  estarei curado, estarei curado deste sonho que  passou, da saudade que ficou deste vento que diz seu nome,
e em nome de tudo que sempre acreditei amanhã eu desistirei deste sonho deste medonho                             tormento chamado amor,amanhã tudo sera diferente ate o cafe terá sabor, amanhã nenhuma canção 
falara de de dor.
                                                                                                            Amanhã sera um dia lindo em um novo por vir que esta vindo, cantarei livre, livre do seu cheiro do seu 
cúmplice travesseiro que chora a sua saudade que tamanha maldade você o deixas-te pra traz.
amanhã nem lembrarei da sua voz nem  nada que vinha de nos, amanhã serei apenas eu,
e ate o bom bom que dividíamos amanhã sera só meu, e as rosas que eu lhe trazia, bem essas 
eu não mais colherei.
                                                                                                           Amanhã eu renascerei sozinho, arrancarei o espinho cravado no coração, caminharei pelo um novo caminho
sem magoas nem solidão,amanhã plantarei uma nova semente aprenderei que nada e pra sempre, pois tudo perde o valor
amanhã sentirei frio e calor voltarei a viver, amanhã esquecerei do seu incomum sorriso,mas só amanhã... por que hoje eu não consigo.