sábado, 5 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Eu me encontrarei
Eu me encontrei, por ruas sinuosas, por avenidas vazias, esquinas cruas frias, por tudo que não vivi
por sonhos que destruí.
Eu me encontrarei, na solidão do universo
perdido em poemas e versos, eu me encontrarei
na chuva fria do inverno, em pedacinhos
do céu em fragmentos do inferno.
Eu me encontrarei, na mesmice do deserto, no engano de estar certo, na hipocrisia humana, na água límpida, ou lama eu me encontrarei.
por sonhos que destruí.
Eu me encontrarei, na solidão do universo
perdido em poemas e versos, eu me encontrarei
na chuva fria do inverno, em pedacinhos
do céu em fragmentos do inferno.
Eu me encontrarei, na mesmice do deserto, no engano de estar certo, na hipocrisia humana, na água límpida, ou lama eu me encontrarei.
Eu me encontrarei no inexorável sol de verão, na noite escura sem lua, na lagrima que vai ao chão, na dor de uma saudade, em uma vida sem razão.
Eu me encontrarei, na flor que não murchou, na virtude que já passou, em rastros de desilusão, me encontrarei na liberdade, ou trancado em meu porão, eu me encontrarei no sangue que derramou na ferida que se fechou, na cicatriz que ficou.
Eu me encontrarei, na letra de uma canção, em notas destorcidas, na mais bela imperfeição, me encontrarei na alma e na sua compaixão, em sonetos de amizade ou talvez no seu perdão...
Eu me encontrarei
sábado, 21 de abril de 2012
amanhecer inimigo
Sorria cínico amanhecer, me mostre
sua intenção, convide seu amigo sol que já nasce sem razão, junte força com ele,
nessa macabra união, me pise me esbofeteie não quero sua compaixão. Cínico amanhecer
entendo seu desalento, compreendo sua maldade, eu sei que você sente falta de
nossa perfeita amizade, eu que te contemplava, você sorria feliz, enaltecia sua luz e o sol nascia pra
mim, outrora te admirava, e com você eu cantava, melodias entoava era seu terno aprendiz. Mas hoje tudo mudou não desejo mais te ver, tudo parece sem
cor, no dia que vai nascer, cínico amanhecer, minha vida você levou, de nossa
tamanha amizade restou somente à dor, porque um dia levaste embora o meu eterno
amor.
terça-feira, 17 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
poesia e concreto
Pobre poeta solitário, perdido na solidez vive um
dia por vez, garimpando inspiração, caminhando com os olhos voltados ao chão, La
vai o poeta de alma, pobre caçador de ilusão, destilando lagrimas em emoção,
sangrando no peito, solitário coração.
Quem dera ver poesia na cidade hipocrisia, no
bairro da insensatez, se sente tão enfadado tamanha desfaçatez, mas o poeta
resiste, o guerreiro não desiste, não
retrocede na luta, insiste nessa labuta, precisa encontrar o amor.
Insensível cidade, onde o cinza prevalece, a angustia na
alma floresce, brotando também a dor, esperança adormecida de sonhos que
alimentou, de natureza perfeita, da mais completa receita, a cura pro desamor.
pobre poeta voa, e com o vento nos traga, a mais
linda poesia , transformando nosso cinza num oceano de cor.
domingo, 15 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Nosso jardim ficou só
Caminhando, entre o jardim de
minha alma, que talvez seja por carma, que tudo perdeu a cor, procurando aromas
e sabor, e como um mero sonhador, me perco pelo caminho, e o aroma do anis, tem
me deixado sozinho. Assim como a flor de lis, não quer mais me acompanhar, me
seguro pra não chorar, nesse angustiado destino, em meus lábios eu sinto, o
amargo do absinto, que sou obrigado a provar.
Caminhando tento encontrar, o
perfume que vem do cedro, de você me faz lembrar, preciso reviver respirar e renascer,
é necessário regar a semente, não deixar morrer o sândalo, e como o cristal de tântalo,
que tão fino e transparente, sua voz em minha mente, não me deixa te esquecer.
Não aprendi a perder, não sei por
que teimo em sofrer por alguém que me deixou, meu cérebro não assimila, que o
sonho já acabou tão triste é o amanhã, sem o cheiro da hortelã que você também levou,
até nosso lindo pé de romã, angustiado chorou, e de saudade secou, se tudo
perdeu o sentido, por esse medo contido, vou fugindo da verdade, impiedoso
destino que tamanha crueldade, fez o vento levar emborá, minha doce flor de
jade.
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