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segunda-feira, 16 de abril de 2012

poesia e concreto


Pobre poeta solitário, perdido na solidez vive um dia por vez, garimpando inspiração, caminhando com os olhos voltados ao chão, La vai o poeta de alma, pobre caçador de ilusão, destilando lagrimas em emoção, sangrando no peito, solitário coração.
Quem dera ver poesia na cidade hipocrisia, no bairro da insensatez, se sente tão enfadado tamanha desfaçatez, mas o poeta resiste,  o guerreiro não desiste, não retrocede na luta, insiste nessa labuta, precisa encontrar o amor.
Insensível  cidade, onde o cinza prevalece, a angustia na alma floresce, brotando também a dor, esperança adormecida de sonhos que alimentou, de natureza perfeita, da mais completa receita, a cura pro desamor.
pobre poeta voa, e com o vento nos traga, a mais linda poesia , transformando nosso cinza num oceano de cor.

domingo, 15 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nosso jardim ficou só



Caminhando, entre o jardim de minha alma, que talvez seja por carma, que tudo perdeu a cor, procurando aromas e sabor, e como um mero sonhador, me perco pelo caminho, e o aroma do anis, tem me deixado sozinho.                     Assim como a flor de lis, não quer mais me acompanhar, me seguro pra não chorar, nesse angustiado destino, em meus lábios eu sinto, o amargo do absinto, que sou obrigado a provar.
Caminhando tento encontrar, o perfume que vem do cedro, de você me faz lembrar, preciso reviver respirar e renascer, é necessário regar a semente, não deixar morrer o sândalo, e como o cristal de tântalo, que tão fino e transparente, sua voz em minha mente, não me deixa te esquecer.
Não aprendi a perder, não sei por que teimo em sofrer por alguém que me deixou, meu cérebro não assimila, que o sonho já acabou tão triste é o amanhã, sem o cheiro da hortelã que você também levou, até nosso lindo pé de romã, angustiado chorou, e de saudade secou, se tudo perdeu o sentido, por esse medo contido, vou fugindo da verdade, impiedoso destino que tamanha crueldade, fez o vento levar emborá, minha doce flor de jade.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

QUEM É VOCE

Quem é você? que se esconde atrás dessa maquiagem borrada, quem é você carregada de cores, que de seu lindo rosto, tenta esconder desamores, em tons de vermelho evita o espelho, que deixou de alimentar sua vaidade, e hoje só diz a verdade.......maldito espelho.
Quem é você? que odeia as marcas do tempo, não aceita que a primavera da vida é levada pelo vento, traços profundos, culpa displicente, de um relógio imprudente ceifando sua enganosa beleza, e na correnteza do destino sua virtude é levada.
Quem é você? que valoriza tanto a aparência, que com tantas prumas e cores vai enterrando sua essência, não tente parar o tempo, deixe que ele te leve, a aparência é vã é breve, pare tudo olhe observe, desfaça dessa casca, dessa mascara de cores, aprenda a admirar as flores, que são sempre perfeitas. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

aprendendo a amar


Há flor de beira de estrada, tão límpida beleza, pela poeira camuflada, ausência de chuva faz calar sua esperança, há tempos deixou de ser criança, e  na inocência perdida, sofrida vida vazia, no vento frio que assovia, o seus lábios silenciam, e os gritos e gemidos,seu coração ferido, uma sangria no peito, e sofrendo desse jeito, desvaloriza a vida, não sara ,e alimenta a ferida, não sabes que és querida? que tem alguém que te ama? Porque de tudo reclamas? E rolas em sua cama,fazendo da noite um martírio, arranca do peito a dor, não ponha regras no amor, apenas ame sorrindo, e vais sentir que a tristeza de você esta fugindo, ame que mataras  o mal, mas ame um amor livre.........livre e incondicional.   

quinta-feira, 22 de março de 2012

biografia,(ou não)


Dia primeiro de fevereiro de 1973, o dia em que acordei para este mundo ,numa cidadezinha  do interior do Rio Grande do Sul, chamada Carazinho, o que mais me deixa frustrado, é não lembrar nada do dia mais importante da minha vida, sei que era um bairro chamado hípica, pois praticavam hipismo ali, deveria ter muitos cavalos eu acredito.
Nasci em casa, assim que nasci meu pai me apresentou para a lua que na ocasião estava cheia, era madrugada, pois na minha precipitação não esperei o dia raiar, penso que a lua e eu fizemos tipo uma espécie de sociedade, pois sempre a visito e me escondo La, constantemente.
Cresci contemplando a pobreza, e pra variar crianças nasciam por atacado na vila, sempre preferi ficar só, e não gostava muito das brincadeiras habituais das crianças, não era poucas as vezes que os professores da escola perguntavam por que eu era tão quieto, diziam que eu era tímido, estavam enganados eu era analítico, introspectivo , analisando situações, pessoas, lugares, sentimentos, conhecia mais os com quem eu convivia, do que eles mesmos as vezes.
Fui crescendo e aprimorando meu, particular mundinho,  aos nove anos de idade, viemos morar em Novo Hamburgo, cidade que adotei como minha, amo essa cidade, lia tudo que tinha pela frente, chegando ao cumulo de decorar códigos de barras, de frascos de xampus e condicionadores no banheiro de casa, o banheiro era um espécie de refugio das conversas atravessadas e confusas, de pessoas falando ao mesmo tempo, pois éramos em sete pessoas em casa, então vogais e consoantes, se colidiam umas nas outras, formando frases indecifráveis, as quais eu não conseguia entender.
Servi minha pátria amada, como voluntario, só nas primeiras semanas, depois a realidade, riu na minha cara, e pensei ser a maior burrada que tinha feito,não era mais voluntario a nada, agora já era tarde demais, mas naturalmente me adaptei e acabei gostando, quase senti saudade quando sai,  só quase.
Comecei a ter cedo, queda por poesias, poemas, versos, frases, pensamentos musica, tudo que for ligado a arte me atrai muito, hoje escrever,  pra mim é como respirar, é essencial, tenho necessidade disso, ainda me isolo, causando muitas vezes frustração e tristezas em pessoas que amo, mas é primordial pra mim, é sozinho, La no jardim da lua que me encontro em paz e me completo, é La que as palavras submergem de minha essência.  É  na solidão que encontro a mim mesmo, então sentamos e conversamos.

terça-feira, 20 de março de 2012

outra face

se ao levarmos, um tapa no rosto temos que oferecer a outra face, mas quando as duas faces já foram surradas o que mais temos a oferecer?