segunda-feira, 9 de abril de 2012
QUEM É VOCE
Quem é você? que se esconde atrás dessa maquiagem borrada, quem é você carregada de cores, que de seu lindo rosto, tenta esconder desamores, em tons de vermelho evita o espelho, que deixou de alimentar sua vaidade, e hoje só diz a verdade.......maldito espelho.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
aprendendo a amar
Há flor de beira de estrada, tão límpida
beleza, pela poeira camuflada, ausência de chuva faz calar sua esperança, há
tempos deixou de ser criança, e na inocência
perdida, sofrida vida vazia, no vento frio que assovia, o seus lábios silenciam,
e os gritos e gemidos,seu coração ferido, uma sangria no peito, e sofrendo
desse jeito, desvaloriza a vida, não sara ,e alimenta a ferida, não sabes que
és querida? que tem alguém que te ama? Porque de tudo reclamas? E rolas em sua
cama,fazendo da noite um martírio, arranca do peito a dor, não ponha regras no
amor, apenas ame sorrindo, e vais sentir que a tristeza de você esta fugindo,
ame que mataras o mal, mas ame um amor
livre.........livre e incondicional.
quinta-feira, 22 de março de 2012
biografia,(ou não)
Dia primeiro de fevereiro de 1973, o
dia em que acordei para este mundo ,numa cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul, chamada
Carazinho, o que mais me deixa frustrado, é não lembrar nada do dia mais
importante da minha vida, sei que era um bairro chamado hípica, pois praticavam
hipismo ali, deveria ter muitos cavalos eu acredito.
Nasci em casa, assim que nasci meu pai
me apresentou para a lua que na ocasião estava cheia, era madrugada, pois na
minha precipitação não esperei o dia raiar, penso que a lua e eu fizemos tipo
uma espécie de sociedade, pois sempre a visito e me escondo La, constantemente.
Cresci contemplando a pobreza, e pra
variar crianças nasciam por atacado na vila, sempre preferi ficar só, e não gostava
muito das brincadeiras habituais das crianças, não era poucas as vezes que os
professores da escola perguntavam por que eu era tão quieto, diziam que eu era tímido,
estavam enganados eu era analítico, introspectivo , analisando situações,
pessoas, lugares, sentimentos, conhecia mais os com quem eu convivia, do que
eles mesmos as vezes.
Fui crescendo e aprimorando meu,
particular mundinho, aos nove anos de
idade, viemos morar em Novo Hamburgo, cidade que adotei como minha, amo essa
cidade, lia tudo que tinha pela frente, chegando ao cumulo de decorar códigos de
barras, de frascos de xampus e condicionadores no banheiro de casa, o banheiro era
um espécie de refugio das conversas atravessadas e confusas, de pessoas falando
ao mesmo tempo, pois éramos em sete pessoas em casa, então vogais e consoantes,
se colidiam umas nas outras, formando frases indecifráveis, as quais eu não conseguia
entender.
Servi minha pátria amada, como
voluntario, só nas primeiras semanas, depois a realidade, riu na minha cara, e
pensei ser a maior burrada que tinha feito,não era mais voluntario a nada,
agora já era tarde demais, mas naturalmente me adaptei e acabei gostando, quase
senti saudade quando sai, só quase.
Comecei a ter cedo, queda por poesias,
poemas, versos, frases, pensamentos musica, tudo que for ligado a arte me atrai
muito, hoje escrever, pra mim é como
respirar, é essencial, tenho necessidade disso, ainda me isolo, causando muitas
vezes frustração e tristezas em pessoas que amo, mas é primordial pra mim, é
sozinho, La no jardim da lua que me encontro em paz e me completo, é La que as
palavras submergem de minha essência. É na solidão que encontro a mim mesmo, então
sentamos e conversamos.
terça-feira, 20 de março de 2012
outra face
se ao levarmos, um tapa no rosto temos que oferecer a outra face, mas quando as duas faces já foram surradas o que mais temos a oferecer?
sábado, 17 de março de 2012
aquarela de sonhos
Aquarela de sonhos, aquarela da
vida, cores se mesclam, em fusão infinita, emoção, cores abstratas ampliando a visão, abrem o coração.
Há minha aquarela de sonhos, do verde que fascinou, da
linda mãe natureza, exalando sua beleza, fez um leito esplendoroso onde um anjo
repousou, tonalidades do verde que também nos faz sofrer, o verde musgo e frio dos seus olhos,fez
meu mundo escurecer.
O branco vazio da alma, palidez absoluta, a rotina, a labuta, nos tira a ilusão, nos
prende em sua masmorra, contemplando a solidão, amarelo do descaso, que não
foi por um acaso, e que nos perdemos na vida mudando a direção. O vermelho imponente, do sangue já transparente, enfraquecido
teimosamente impulsionando o coração, gotas vermelhas, de uma lagrima que
caiu, e junto com muitas outras nossa essência se esvaiu.
Aquarela de sonhos, mesclando todas as cores, alegria, desamores, tristezas
e ilusões, misturando dentro da alma
todas as emoções, conhecemos a mais tristes das cores, e ficamos sem
respiração, pois a mistura de tudo,resultou em preto vazio e escuro, e a verdade nos deu um murro, calando o
coração.
Será aquarela de desilusão? Será que é sonho em vão? Olhei para o
horizonte uma esperança renasceu, nem tudo esta perdido, que lindo azul infinito, que do céu resplandeceu, azul da mais nobre essência que na pureza cresceu, azul que me faz sorrir, azul que me faz cantar, azul que me faz seguir, e nunca desanimar,no azul que é só verdade, no azul que não há maldade, do azul que devolve sonhos, sonhos de liberdade.
terça-feira, 13 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
destilando a vida
Acúmulos de inveja ,pilhas de ambição,
montes de incompreensão , cargas de mentiras, vaidades,maldades no
coração, são restos, dejetos, extraídos arrancados de uma
vida destilada, ali no porão, pertinho de nossa alma, trancafiamos todo o mal, assim podemos, manter a razão
gritar que somos normal.
Devemos manter a porta fechada,
pois o porão esta transbordando, e em desespero perguntamos: e o resto onde
vamos colocar? Pois dia a dia vivemos a destilar, e deveras...
muito são os detritos que temos que retirar, um grama de pura essência ,pra
cada quilo de vida, só um grama no coração, e o restante vai pro porão, o espaço se tornou escasso, e o medo se faz
real, e o mal que outrora trancado,esta forçando o cadeado, tentando se
libertar.
E se abrirmos covas fundas no quintal de nossa alma , e o mal então soterrar? Não, só pensar nisso sinto meu corpo
arrepiar, pode chover desamores , e como
sementes daninhas podem vir a germinar, e crescer como capim difícil de
arrancar, e como planta parasita, nossa essência vai sugar, e seus frutos
venenosos a morte vai nos levar.
Não temos outra saída, a não ser
continuar a destilar, talvez encontramos
saída ,na vida de outra vida, se aprendermos
a amar, o mal se faz presente a cada
segundo do dia, é fera que machuca que fere, e que causa muita dor, mas temos que resistir com um imenso fervor,
pois toda a nossa esperança esta no mais puro amor.
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