Meu ar se tornou rarefeito, cinjo forte os braços
contra o peito, em frustrada tentativa de aliviar a dor, sussurro palavras sem
sentido, na abstinência... Na abstinência do amor, vicio escravidão escolhida,
é como droga, que pela alma ingerida se torna forte, impávida, aguerrida,
entranha em nossa vida, muda formas, muda a cor, mas sofro na abstinência
... Na, abstinência do amor.
Me, viciei em sorrisos, sentimentos declarados, no
cheiro do amor inalado, em poemas revelados, sem macula, apenas a emoção, a
mais pura criação, gerada no coração, preciso
sentir seu toque, embriagar-me em seu odor, mas sofro na
abstinência...na abstinência do amor.
Em risos sádicos a solidão me tortura, minha alma
obscura ainda luta com bravura, militando contra a dor, fujo de tudo e de
todos, preciso tratar a doença, testando
minha resistência que tão frágil se tornou, um dia estarei curado, desse eterno
desamor, mas sofro na abstinência...na abstinência do amor.
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